Você vive um relacionamento abusivo?

Tempo de leitura: 6 minutos

Olá!

Passando aqui para falar de um assunto polêmico: Relacionamentos Abusivos

Você sabe o que é?

Eu vejo que logo nessa primeira pergunta já começa o problema, pois, no fundo, temos como um relacionamento abusivo somente os casos extremos onde existe violência, agressões verbais, ciúme excessivo, etc…

Porém, abuso é algo que pode acontecer de um jeito muito sutil, quase imperceptível aos olhos da nossa cultura atual.

De maneira direta e reta: Todo e qualquer tipo de controle que tentamos exercer sobre outra pessoa a fim de nos sentirmos melhor, é um abuso! E quando tentam nos controlar também, que é a maneira mais abordada hoje em dia.

Exemplos:

Se você pede para alguém estudar para a prova, porque se essa pessoa tirar nota baixa você vai ficar muito decepcionado(a) – ABUSO

Se você reclama com alguém que visualizou sua mensagem, mas não respondeu – ABUSO

Se você dá um conselho pra alguém e fica chateado se essa pessoa faz uma coisa diferente do que você falou – ABUSO

Se você vai se casar e se sente obrigado(a) a convidar pessoas que não gosta só pra não ficar com uma imagem ruim com eles – ABUSO

Se você se sente mal, mas mesmo assim faz algo que não quer, simplesmente para não magoar alguém – ABUSO

Se você não deixa alguém sair porque tem medo que algo aconteça com essa pessoa – ABUSO

Deu pra perceber que o problema é bem mais complexo do que parece, né! Quantas vezes não fizemos algo relacionado aos exemplos acima? Saiba que existem muito mais situações do que essas que eu citei.

Se você observar, vai perceber que o abuso sempre é algum tipo de controle. E sempre possui uma emoção negativa projetada! SEMPRE!

A partir daí dá pra entender como é tão comum as pessoas estarem em relacionamentos abusivos sem perceberem!

Porque ele sempre começa assim… de mansinho, e quando os envolvidos não possuem inteligência emocional, vai piorando cada vez mais, até chegar em casos extremos de agressão, ameaças, ciúme doentio…

Geralmente são as mulheres que sofrem mais nesse tipo de relação. E eu ficava sem entender como era possível alguém aceitar esse tipo de situação! Suportar tantos maus tratos e continuar ali, ao lado da pessoa.

Depois que comecei a estudar mais sobre emoções, percebi que o grande fator que afeta tanto o abusador, quanto o abusado, é a baixa autoestima.

Por isso esses dois tipos de pessoa acabam se atraindo, pois no fundo eles tem uma semelhança muito forte! Toda pessoa oprimível atrai um opressor e vice-versa.

A baixa autoestima faz com que o abusado aceite inconscientemente estar nessa condição, mesmo com todo o sofrimento, pois sente que aquilo é o máximo que pode conseguir para si, tem medo que o futuro seja pior que o presente e não toma nenhuma ação. E esse mesmo fator faz com que o abusador queira a todo custo ter o controle sobre o outro.

Uma relação tóxica se mantém porque ambos têm medo da solidão, ambos se sentem mal amados, e um procura no outro algum tipo de “salvação” que lhe falta. – Pura BAIXA AUTOESTIMA

Por exemplo, uma mulher com autoestima elevada jamais se relacionaria com alguém que logo nos primeiros encontros começa a querer impor algum tipo de comportamento. Ela não tem medo de ficar sozinha, muito pelo contrário! Ela ama estar só, ter sua própria companhia… por isso não cede sobre seu amor-próprio numa relação. Ela jamais cairá em um relacionamento abusivo se continuar exercendo seu amor-próprio.

Também existe uma relação tênue com a questão da preocupação. Quem tem filhos pode ficar sem entender os exemplos que eu citei mais acima, pois pode dizer que por amor é que você obriga o filho a fazer certas coisas. E eu acredito, de verdade!

A questão é que não fomos ensinados a cuidar das nossas emoções negativas e crenças limitantes, e acabamos projetando nos outros os nossos medos, preocupações, raiva, culpa… Em resposta disso, sempre temos alguma consequência negativa.

Meus pais faziam isso comigo. E eu aprendi a fazer isso com outras pessoas!

Esse é o ciclo, mas você pode quebrá-lo assim como eu fiz.

Notem que relacionamentos abusivos não se limitam a casais, mas também na família, amigos, no ambiente de trabalho.

E para sair desse problema você tem que cuidar da sua autoestima, eliminando todos os sentimentos negativos de acontecimentos do passado.

Aumentar a autoestima é como tirar uma venda dos olhos. Você começa a enxergar o que te faz mal e aprende a lidar com essas situações, tomando as melhores decisões. Aprende a dizer “não” quando necessário, e ganha um profundo amor pela vida, e por si mesmo!

Aprende também a conviver melhor com outras pessoas, no sentido de fazer acordos equilibrados (que não beneficiam mais um do que o outro), pois, logicamente se relacionar com outras pessoas depende de haver um equilíbrio entre as opiniões, onde ambos cedem saudavelmente.

O que fazer para aumentar sua autoestima?

Existem muitas técnicas que trazem resultados fantásticos nesse sentido. A que mais me ajudou quando eu precisei foram a EFT-Emotional Freedom Techniques e TFT-Thought Field Therapy, conhecidas como Acupuntura Emocional Sem Agulhas.

Eu consigo ver nitidamente o meu antes e depois de me tratar com Acupuntura emocional sem agulhas. E, para ser bem sincera, prefiro mil vezes quem eu sou hoje!

Hoje as pessoas me chamam de decidida, corajosa e independente, porque é isso que elas enxergam depois que eu tirei grande parte das camadas negativas que encobriam minhas qualidades.

O meu desejo é que você consiga fazer isso também, por isso escrevi este pequeno texto.

Eu imagino como seria um mundo onde todos expressassem suas qualidades livremente. Cada um com a sua combinação única… Admirável. (A boa notícia é que isso está acontecendo cada vez mais!)

Esse é um assunto que vou abordar mais vezes, pois não é possível passar todo o conteúdo em um único artigo e muita coisa ficou incompleta.

Por isso, se você tem alguma sugestão ou alguma outra dica que eu não escrevi aqui, deixe nos comentários, compartilhe esse texto, porque pode ajudar outras pessoas!

Eu acredito que quando as pessoas se ajudam, elas vão mais longe.

Um beijo enorme e votos de um amor perfeito: o amor-próprio!

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